Discípulas de Carrie – Blahnik Epi: Aquele de SATC

Gostaria de começar esse post com um musical “Feliz Dia da Mulher”. Embora saibamos que este dia não se resume ao 8 de Março, mas a todos os outros do ano, hoje em especial, deveríamos relembrar a trágica história em Nova York, onde, meio século atrás, operárias de uma tecelaria foram trancafiadas na fábrica ao protestarem pelas péssimas condições de trabalho e, consequentemente, incineradas durante um incêndio que assolou o local (coincidência? Acho que não!). A partir deste e tantos outros acontecimentos relacionados a luta das mulheres para que suas vozes fossem ouvidas, o oito de Março passou a ser reconhecido mundialmente como o nosso dia.

Neste ínterim, vários aspectos acerca da vida feminina no mundo sofreram mudanças. Suas possibilidades de frequentarem universidades, construírem carreiras; o luxo de escolher entre dedicar sua vida completamente aos filhos ou equilibrarem a maternidade com algo que as complete e satisfaça. Não mais a imposição da falsa rainha do lar, supostamente usando pérolas e vestidos de belo corte, enquanto esperam por seus maridos. Ainda que muitos resquícios do sexismo e do patriarcalismo ainda permeiem o mundo, devo dizer que o nosso leque de opções abriu demasiadamente e, por isso, já sou extremamente grata. Até porque, quem conhece sabe… eu não sei costurar aquelas toalhinhas que, usualmente, vemos as atrizes bordando em algum filme de época.

Nosso espaço cresceu. É gritante ainda o abuso que sofremos e como às vezes parece que não saímos do século XX ou da metade do XIX? Sim! Mas, acredito que concordamos que houveram mudanças… tênues, porém, mudanças.

Em todo caso, este post em especial, infelizmente/felizmente, não é para entrarmos numa discussão mais acirrada acerca do quanto a mentalidade humana ainda precisa mudar para que nós, mulheres, sejamos completamente poderosas no sentido corporativo da palavra; afinal, espiritualmente, todas somos, não é mesmo? Bem, o tema do Discípulas de Carrie deste mês é O Dia Internacional da Mulher e dentre as janelinhas de possíveis postagens, estava a chance de uma referência a um seriado maravilhoso e girl power chamado Sex and The City. Até o fim do ano passado, eu só havia assistido aos filmes e, sinceramente, estes não chegam nem aos pés do que o seriado representa. Pessoas, vocês imaginam um show televisivo onde as mulheres falam abertamente sobre sexo e suas várias nuances acontecendo naquela época? Pois é, nem eu, haha.

Assisti a todas as seis temporadas em Dezembro/Janeiro de 2015/2016. Apaixonei-me completamente pela leveza da série e sobre como ela tocou em pontos muito bons sem perder o humor, a seriedade e o jogo de cintura. E a tag me pediu para escolher um episódio da série. Aquele que me marcou mais e deu vontade de sair na rua usando meu salto agulha poderoso e um batom vermelho divoso. Bem, não sei se vai sair como um choque para vocês, mas… é o final da segunda temporada, salvo engano, chamado “Ex and The City”, quando nossas meninas estão na cafeteria, Carrie em um dilema com Mr.Big, e Miranda joga-lhe a grande verdade. Mr. Big é o Hubble de The Way We Were, ao passo que Carrie é Katie, a personagem de Barbra Streisand.

RODA A VINHETA:

Na minha experiência com Sex and The City, eu sempre me considerei uma Miranda com uma pitada de Charlotte. No entanto, este momento me leva a ser uma Carrie, pois aqui ela se compara a personagem de Barbra (Katie) e pondera: “O mundo é feito de garotas simples e Katies. Eu sou uma Katie”. É tão comum, mas tão comum que eu me pegue fazendo a mesma coisa. Comparar a minha vida a de uma personagem de algum livro ou filme ou seriado. Mas então, Carrie tem sua epifania ficcional e ao final do episódio, dá de cara com Big e sua noiva, a garota simples. Eles se aproximam para conversar e ela lhe pergunta: “Por que não eu?” e, de primeira, Big não sabe o que responder e acaba dizendo que “foi ficando difícil demais, complicado demais”. Então, Carrie sorri e nós sabemos a razão. Ela tem sua teoria da Katie Girl confirmada; e fecha o momento com chave de ouro, reproduzindo a cena do filme: “Sua Garota é adorável, Hubbel”.

“Eu não entendo.”

“E você nunca entendeu.”

É como se ela se liberasse e saísse caminhando com mais leveza, mais convicção. A convicção de uma mulher que finalmente compreende a si mesma e não espera que os outros entendam, mas que “aquela pessoa” consiga. “Talvez, mulheres não tenham sido feitas para serem domadas, mas para correrem livres. Até que um dia elas encontram alguém, tão livres quanto elas, para que corram juntos.” Então, sim. Esse é o meu episódio favorito dessa série bafônica/divosa. Se você nunca assistiu… por favor, faça por mim! Faça por nós! kkkkkkk

E FELIZ DIA INTERNACIONAL DA MULHER!

xoxo

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Um comentário sobre “Discípulas de Carrie – Blahnik Epi: Aquele de SATC

  1. AMAAAAAAY O POST! Arrasou Ana! AMO esse episódio e assisti Nosso Amor de Ontem justamente por isso. Nossa… é incrível. Katie é simples, revolucionária, uma mulher a frente de seu tempo… preza pela liberdade! Enquanto Hubble é o galã, com amigos com fortes tendências machistas e membro da burguesia. Assim sem nada em comum eles se apaixonam, mas assim como Big que opta por uma mulher bem diferente de Carrie, Hubble não consegue aceitar efetivamente o jeito de Katie, dona de suas vontades. Ai… já disse que amo esse episódio? Hahahaha e o vestido branco dela? Maaaara! E essa reflexão faço sempre, e me incomoda TANTO: Já evoluímos sim, e muito, mas tem momentos (E NÃO SÃO POUCOS!) em que de fato me sinto no início do século XX ainda. Beeeeijos e a luta continua!

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