Blahnik Movie: LIVRO QUE VIROU FILME

Deixei claro na página das Discípulas de Carrie que, este mês, eu pegaria TODOS os temas! Simplesmente porque o mês é dos livros e isso é motivo para dedicar uma página inteira só de postagens. Espero que tenham gostado da minha listinha da CosmoTag e agora passamos para outra. Dessa vez, eu tenho que escolher um livro que virou filme e que, na minha opinião, sejam complementos fabulosos um para o outro. Como marido e mulher deveriam ser, em tese. Como eu não consigo escolher só um, lá vou eu escolher DOIS! Porém, essas duas escolhas têm tudo a ver, pois as estórias de como eu conheci esses filmes/livros é a mesma.

1 – Orgulho e Preconceito (Joe Wright)

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Em meio aos meus doze ou treze anos, talvez até antes, com onze… Enfim, eu assisti ao trailer desse filme quando aluguei Nanny Mcphee. Até então, minha vida era completamente desprovida de Jane Austen. Lembro-me de ter ficado tão encantada com o trailer, pois eu já era fã de filmes de época, que comentava sem parar com a minha mãe a respeito desse filme que eu queria ver o quanto antes. Fomos, eu, minha irmã e o namorado dela até a locadora (o auge das locadoras de filmes, creio eu) e pegamos o filme com outros que são irrelevantes para este post. Assistimos DUBLADO e juntos. E outra lembrança muito viva na minha mente até hoje sobre a primeira vez em que assisti a esse filme, foi: na cena do baile em Netherfield, quando a Lizzie chega e o Darcy aparece atrás dela e logo em seguida volta a sumir na multidão, o namorado da minha irmã virou para mim e comentou: “ele está doidinho nela” e eu respondi, “né?”

Assim que o filme acabou, eu comprei o livro e li em uma semana. Era uma época em que, na maioria das vezes, eu assistia às adaptações para depois ler os livros. Jane Austen fez isso mudar. Depois de Orgulho e Preconceito, veio Razão e Sensibilidade, Emma, Persuasão, Mansfield Park e por último, Northanger Abbey. Emma por si só foi uma odisseia, porque eu não encontrava o livro em livraria nenhuma, na época ainda havia Siciliano na minha cidade… eu encomendei em outra livraria, não chegava, xinguei a gerente (uma menina de doze anos e meio xingando uma gerente, olha a ousadia) para depois voltar na Siciliano e ele surgir na primeira estante e me fazer gritar pela loja e minha mãe dizer em voz alta: “É, parece que não tem jeito. Esse eu vou ter que levar.” Todas essas emoções graças ao filme de 2005 de Joe Wright. Um diretor maravilhoso que se preocupou até com a luminosidade do filme (se você ligar os comentários dele durante, ele comenta várias cenas em que tiveram sorte quanto a luz do dia, ou que a noite ficou forçada pela falta de luz).

A minha cena de abertura favorita de todos os tempos:

Com uma das minhas músicas de piano favoritas de todos os tempos. Há Domingos em que eu coloco Orgulho e Preconceito para rodar, apenas para assistir a essa cena de abertura. É tudo tão britânico, tão campestre e luminoso… Nota 1000 Joe Wright. E, embora eu hoje prefira a versão de 1995, é irretrucável o quanto ESSA versão foi importante para que a minha geração conhecesse a Jane e seus livros maravilhosos. E, sim, é um excelente complemento para o livro ao demonstrar o calor dos sentimentos que Lizzie e Mr. Darcy nutriam um pelo outro.

Essa cena não está no livro. ESSA TRILHA SONORA NÃO ESTÁ NO LIVRO! E o que é a vida sem essa trilha sonora do Dario Marianelli? Partes desse roteiro foram escritas pela magnífica Emma Thompson, a pessoa responsável pelo roteiro ganhador do Oscar de Razão e Sensibilidade de 1995 (O ANO EM QUE EUZINHA NASCI). Então, assim, foi um filme muito bem feito, dirigido e adaptado. Sendo assim, para sempre um dos meus favoritos no que diz respeito a adaptação das páginas para a tela.

 2 – E o Vento Levou

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Mais uma vez, um filme me levou ao livro. Mais uma vez, uma experiência inesquecível. Não preciso dizer o quanto eu amo E o Vento Levou, já fiz um post inteiro sobre a obra, mas acho que nunca cheguei a mencionar minhas percepções quanto ao filme, então, vamos aproveitar o momento. Carpe Diem. Desde o momento em que foi pensado, todos os envolvidos no filme, que sozinho contratou três diretores, sabiam que seria um trabalho extenso e cansativo, mas que, se bem executado, renderia bons frutos. O filme conta com quase 4 horas de duração e levou 6 meses para ser filmado, recebeu várias indicações, maioria das quais ganhou… e fez nascer a categoria de Melhor Figurino, até então inexistente na premiação mais famosa de todos os tempos para a sétima arte.

Porém, o que torna o filme tão maravilhoso, o bastante para eu já ter assistido umas seis vezes, é a brilhante atuação de Vivien Leigh e Clark Gable. Senhor Deus! Esses dois juntos na tela, era tiro, porrada, bomba e faíscas zunindo para todo lado! Sendo bem chula mesmo! Não tem outra forma de expressar a grandeza das atuações desses dois reis da velha guarda.

Foquem nos olhos da Vivien enquanto ela grita com Ashley, afirmando de todo coração que ele é um covarde e teme se casar com ela. Olhem só esse brilho! Essas sobrancelhas! Essa voz… E, então, Clark entra e a mocinha volta a ser uma muralha com seu olhar, famoso olhar, de desprezo. Claro, o filme não é perfeito, existem vários traços do enredo original que foram deixados de lado: os outros filhos de Scarlett de seus outros casamentos, sendo o pior corte, na minha opinião. Muito da personalidade dela estava envolvida na maneira como tratava seus filhos e o lampejo que temos de Bonnie Blue no filme é muito pequeno. No entanto, eu creio que este filme complementa o livro pela acertada escolha dos atores que nos impossibilita de lê-lo sem imaginar Vivien e Clark ali… o que torna a cena final, de partir ainda mais o coração. Afinal, cada uma das expressões deles durante as cenas em que não havia fala, no livro são explicadas, quer dizer, as emoções, seus pensamentos. E aqui tão brilhantemente executadas que não há, nem na imaginação, pessoas melhores para o papel!

Sinceramente? Um dos melhores finais… e está tudo explicadinho no post especial sobre o livro. Amanhã é Outro dia… E também, a lição de que há força na terra onde se vive. Esse traço dos irlandeses que sempre admirei e está presente em toda história a seu respeito. Eles amam e conhecem as lendas de seu povo, de sua terra mãe, com profundidade e respeito. Embora Scarlett só tenha metade do sangue irlandês, mas, ela é especialmente parte desse lado da família, *risos*…

Mas, então, essas foram as minhas escolhas. Se você for ler o livro antes ou depois, eu realmente acredito que não importa, desde que ambos sejam prazerosos.

xoxo

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5 comentários sobre “Blahnik Movie: LIVRO QUE VIROU FILME

  1. Orgulho e Preconceito 💙 meu livro, meu filme, ninguém sai!! Amo tanto, ce sabe. Tenho o dvd e só sosseguei depois que comprei minha edição bilíngue e em capa dura. Eu fui como você, vi o filme primeiro e depois corri para ler o livro. E foi meu primeiro contato com a Jane Austen, minha porta de entrada e serei eternamente grata.

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    • Opa. Então você comprou sua cópia de Orgulho e Preconceito! Aff… Então nada de comprar as Memórias de Jane Austen!! Enfim… sim! Eternamente grata a essa maravilhosa adaptação de 2005!! Joe Wright, seu lindoooo! Ele mesmo disse que se meteu no projeto para que essa nova geração conhecesse Jane Austen, acredita? Um deuso!

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    • Existem livros que, a cada tantos anos, você precisa reler! Eu, particularmente, acho que está na época de reler Emma! E, por favor, Amanda, LEIA Gone with the Wind! É um livro tão gostoso, tão profundo, tão aiaiai… Sério! Virou meu mundo de cabeça para baixo e se você já viu o filme, não preciso te falar que AQUELE final, no livro, é mil vezes mais chorante… Vale a pena!

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