Precisamos falar sobre 2016…

What a fucking year this was. Perdoem o meu francês. Mas sério, esse foi sem a menor dúvida o ano mais controverso, cheio de altos e baixos de toda a minha existência. Refletindo comigo mesma, eu tenho todos os motivos para falar super mal de 2016, mas, ao mesmo tempo todos os motivos para falar super bem! Então, vamos lá? Juntem-se a mim nesta retrospectiva do melhor/pior ano de nossas vidas, afinal, não existe um ser humano na terra capaz de afirmar que 2016 foi SUPER MARAVILHOSO, MEU DEUS MELHOR ANO DA MINHA VIDA, NÃO ACONTECEU NADA DE RUIM!! E, se você estiver lendo e já se preparando para falar isso nos comentários… por favor, não seja essa pessoa. Não seja a diferentona estagiária de Machado de Assis; esse é o meu trabalho. Obrigada. De nada.

Todo ano eu faço maratonas de duas séries: Friends e How I Met Your Mother. Sim, um pouco dos dois mundos. Dessa vez, a segunda foi a que eu vi quando já estava de férias da faculdade e a primeira eu fui intercalando com as minhas várias horas protelando os estudos porque… bem, porque Phoebe Buffay me inspira a pensar. E Chandler Bing é quem eu preciso ter ao meu lado durante os anos escolares desde a primeira vez que ouvi: I’m not great at the advice. Can I interest you in a sarcastic comment? Enfim, eu sou aquele tipo de pessoa que sempre busca morais para a sua vida baseada nas escolhas de personagens ficcionais. Irresponsável? Talvez. Mas I give Love a Bad Name está tocando no momento em homenagem a Barney Stinson e eu não me arrependo. E especialmente sobre How I Met Your Mother nós temos um nome na ponta da língua quando o assunto são morais. Ted Mosby.

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Nunca me enganei. Eu sou uma Robin Scherbatsky. Porém, 2016 fez de mim uma Ted Mosby, com a mais absoluta certeza! E, na vida do Ted existiu um ano… 2009… que acabou virando um dos melhores episódios ever da série, o final da quarta temporada, e que nos rendeu essa quote:

That was the year I got left at the altar. It was the year I got knocked out by a crazy bartender. The year I got fired. The year I got beat up by a goat, a girl goat at that. And dammit, if it wasn’t the best year of my life.

Ted fez sua análise, apenas com os aspectos ruins daquele ano e ainda assim chegou a conclusão de que fora o melhor de sua vida. Sendo bem clichê: porque são as coisas ruins que vão fortalecer seu foco para chegar ao melhor resultado. Vejamos, então, esse foi o ano em que eu tive o menor aproveitamento ever de uma matéria que eu gosto na faculdade, sem falar que foi o ano em que repeti sem parar com meus colegas sobre como ambos os semestres haviam sido… ruins. Ruins mesmo. Esse foi o ano em que mais me coloquei para dormir depois de sentar por horas chorando. Foi o ano em que mais duvidei da minha capacidade e do que queria para a minha vida, mesmo estando a essa altura do campeonato. Foi o ano em que acordei em um mundo sem Alan Rickman, Debbie Reynolds ou Carrie Fisher; sim, isso deixou meu 2016 muito triste. Foi o ano em que tudo sempre parecia dar errado, mesmo quando eu me matava para dar certo…

Também foi o ano em que, pela primeira vez na minha vida, matei aula para viajar para São Paulo e assistir, também pela primeira vez, o musical Wicked. Sem esperar nada de ninguém, planejei tudo… correu tudo mais ou menos como o esperado, mas, foi melhor. Aliás, foi a noite em que recuperei meu amor pelo teatro, pela arte. Foi o ano em que abri minha conta no smule e descobri como trabalhar a minha ansiedade de uma forma que não precisasse correr para o hospital ao menor sinal de tensão: cantando em alto e bom tom/som. Foi o ano em que fiz milhares de novas amizades por causa disso. Foi o ano em que meu amigo me disse que ia ter uma palestra com a Ellen Degeneres; e eu pirei. Foi o ano em que me fantasiei de Bellatrix Lestrage pela primeira vez em anos e gritei pelo shopping que matara Sirius Black again. Foi o ano em que ganhei o segundo lugar de um concurso de cosplay e fiz mais amizades por causa disso. Foi o ano em que cheguei ao fundo do poço e encontrei o caminho para cima. Foi o ano em que o In My Own Little Corner fez um ano de vida e, que surpresa, eu não havia desistido dele com apenas 3 meses.

Foi o ano que li E o Vento Levou e descobri meu novo livro e filme favorito. Foi o ano em que voltei de vez para o Twitter e só tive a ganhar com isso… porque a mãe de uma amiga que fiz lá, tirou snap da Maggie Smith e mandou para nós… então, também foi o ano em que vi a Maggie Smith fazendo compras. Foi o ano em que finalmente entendi e me apaixonei pelo final de How I Met Your Mother, aliás. Foi o ano em que voltei a fazer aulas de piano. Foi o ano em que descobri que também possuo minhas Padfoot e Prongs, porque sou a Moony. Foi o ano em que recomecei a ler Guerra e Paz, e vi Cormoran Strike chegar de penetra no casamento da Robin Ellacott e ela dizer “aceito” olhando para ele e não para seu noivo… MEUS DEUSES, VÃO LER CARREIRA PARA O MAL! Ah, também foi o ano em que Apolo, o Deus, foi primeira pessoa num livro do Rick Riordan e foi LEGENDARY PORQUE DESCOBRI QUE ZEUS TEM SNAPCHAT! ASUHAUSHAUSHAU Nem sei porque ainda acho isso engraçado.

Foi o ano da melhor reunião de natal de todos os tempos, com o melhor amigo oculto de todos os tempos, com as melhores piadas e referências de todos os tempos. E foi o ano em que a magia voltou… Animais Fantásticos e Onde Habitam nos trouxe de volta para casa e com ele veio Newt Scamander, Jacob Kowalski, as irmãs Goldstein, Porpentina e Queenie – a minha nova personagem favorita da vida! Aviso que no futuro teremos cosplay, porque sou dessas. Um filme que superou minhas expectativas enquanto fã e admiradora da genialidade de JK Rowling e que me fez chorar de nostalgia. Pela personagem que poderia ter sido apenas um rostinho bonito generalizado e sem importância, mas que foi muito mais e agora ninguém mais vai ligar para Dolores Umbridge quando falarem em rosa no universo de Harry Potter. FOI O ANO EM QUE DEUS FOI MARAVILHOSO E ELA ENTROU NA PADARIA!!! ❤

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tumblr_oh8w8q1zm81tnrb35o1_1280Ano dessas fanarts maravilhosas em que todos me marcaram no facebook porque me conhecem bem e estavam lá quando, após o filme, fiquei meia hora falando de nada mais do que Queenie e Jacob… ❤

O ano em que velhas amizades foram resgatadas, atuais foram colocadas à prova e sobreviveram, e novas conquistadas…

Sim, tivemos grandes perdas e reviravoltas este ano… mas, pensando como Sabrina Fairchild, foi um ano em que a vida aconteceu… e não pudemos fugir dela… e, de fato, 2017, you’ll have some very large shoes to fill…

emily blunt the devil wears prada emily charlton
Nós somos a Emily com as muletas…

 

Feliz Ano Novo, meus queridos… quem quer que esteja lendo este post. Espero continuar com vocês em 2017!!

xoxo

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2 comentários sobre “Precisamos falar sobre 2016…

  1. Oi, Ana <333

    Nossa, eu sei que a gente tem que reclamar de 2016. Meu primeiro semestre foi bem ruim, mas aprendi a agradecer pelas coisas boas ao invés de ficar com as ruins na cabeça. Aprendi que precisamos deixar ir pessoas, lembranças e sentimentos. 2016 renovou muita coisa em mim também. Para melhor. Sem 2016, eu teria feito alguma besteira que eu já queria fazer desde 2015. Então… Só posso agradecer por tudo, pelos melhores e piores momentos. Porque, afinal, temos luz e trevas. E precisamos lembrar de acender a luz ❤

    Feliz 2017, senhora maravilhosa 🙂

    Love, Nina.
    http://ninaeuma.blogspot.com/

    Curtido por 1 pessoa

    • Nina, foi exatamente isso o que 2016 me ensinou também. Este foi um ano de estupenda provação, mas que, sem as quais, eu não teria crescido o quanto cresci enquanto ser humano. De fato, no final, eu acabei agradecendo 2016 por ter sido o ano que foi! Vamos nunca mais nos esquecer de ascender a luz ❤ Obrigada por ter entrado tão belamente na minha vida!! Um beijo senhora maravilhosamente maravilhosa!!

      P.S: vou pedir umas dicas de meditação!

      Curtir

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