Dear February,

Fevereiro… terminam-se as férias e retornamos para a agitação das atividades habituais, porém, com a expectativa de um feriado logo ali, o que não diminui as atribuições do decorrer do menor mês do ano. Bem, vamos ver:

DE CABECEIRA 

No mês de Janeiro aconteceu a estreia da adaptação da Netflix para a saga de livros Desventuras em Série. Após anos recebendo a indicação destes livros por um dos meus melhores amigos, que insistia em dizer que esta fora a saga de sua infância – mais até do que Harry Potter, vejam vocês – finalmente resolvi aceitar a empreitada de ler os 13 livros com os relatos das desventuras da família Baudelaire. Surpreendentemente, foram a minha leitura contadinha para todo o mês, numa média de dois livros por semana – sim, ainda conseguia estudar – afinal, tratam-se de livros curtos. No máximo 300 páginas cada um. Treze capítulos. Foi absolutamente sensacional e intoxicante! Terminei-os mais cheia de dúvidas do que com respostas, mas, graças a Deus existem vários livros de apoio para que eu possa complementar minhas pesquisas. Intercalando com outras obras, do contrário vou viver de Unfortunate Tales. A resenha ao estilo dos resumos do autor para seus livros encontra-se aqui: É Melhor Não Olhar .

MARATONA

Este mês aconteceu, de fato, uma maratona. Meu amigo Maurício e eu resolvemos fazer algo bem filmes para adolescentes dos anos 90. Assistimos a uma minissérie e série juntos através dos nossos telefones, comentando cada mínima cena. Foi muiiiitoooo divertido!! A série em questão foi: How To Get Away With Murder, a terceira temporada. Apesar de algumas decaídas em certos pontos, considero esta uma das grandes séries de qualidade a qual tive acesso desde o começo. A trama é sempre surpreendente e a atuação da nossa inestimável Viola Davis, recente ganhadora do Oscar de melhor atriz coadjuvante – devia ganhar o Oscar só por existir, rainha da terra junto com a Meryl Streep – Gente! Que atuação!! Essa mulher não pára! Excelência em tudo!! Os pontos dos outros personagens também, novos relacionamentos, mudanças de humor, tudo muito bem trabalhado e justificado. Amooo demais minha série/aula de Direito Penal.

BALDE DE PIPOCA

Fevereiro não foi o mês de idinhas ao cinema. Ele começa agora em Março… Gente, há quanto tempo estou esperando pela Bela e a Fera?? Nem sei! Esperanças lá no alto, espero não quebrar a cara como foi o caso de Malévola ou, claro, Benévola… argh… Enfim, mas teve a minissérie reassistida com o meu amigo – mencionei ali em cima – que nas minhas contas, tá valendo! Se chama “E Não Sobrou Nenhum“, de 2015 e é uma adaptação para o livro homônimo da diva do suspense, Agatha Christie. Conta com um elenco de peso de atores britânicos: Charles Dance, Miranda Richardson, Burn Gorman, Sam Neill, enfim, uma turminha bacana que recebe o convite de uma senhora para visitá-la em sua casa numa ilha isolada – irrecusável, né não? – e que, ao chegarem lá, descobrem que a casa está vazia, contando apenas com os criados desta senhora e seu esposo. No jantar do primeiro dia, todos são acusados de assassinatos cometidos no passado e pelos quais não foram julgados, mas serão agora… Deu para sentir o gostinho? São três episódios, muito bem adaptado, a cenografia é de tirar o fôlego e tudo é milimetricamente pensado para dar o tom da mente de cada um dos acusados. Muito bom mesmo!

NA WEB 

Esse mês, com o retorno da faculdade, não tive muito tempo para vasculhar a internet, porém, sempre que tinha um tempinho, dava uma passeada pelo site da Garota Agridoce, gosto muitoo delas. São duas autoras, a Michelle e a Priscila!! Muito lindas, elas!!

ARRANHEI O DISCO

Pessoal, eu ainda estou arrumando o quarto todo dia ao som da trilha de La La Land, acreditam? Pois é, mas, em matéria de novidade também rolou muito dessa música por aqui:

JULIA CHILD INSPIRED

Esse mês teve o doce de leite da mãe da minha manicure… MENINAS… O MELHOR DOCE DE LEITE DA VIDA!!! Já estou encomendando mais uns dois vidros, nem me iludo mais com projeto verão!

ITEM DIVO

Não foi tanto a maquiagem, mas mais os produtos capilares. Comecei a usar o leav in da marca L’anza e meu cabelo está… acho que se ele pudesse me mandar um thank note, mandaria!

PRÓXIMOS PLANOS 

Encontrar outros livrinhos amor que me façam superar a dor da perda de Desventuras em Série… pelo amor de Deus terminar um fichamento de Direito do Trabalho que… AAAAAA… Sério, pessoas, né por nada não, mas eu não aguento essa matéria! Não vou conseguir ajudar meu amiguinho proletariado…

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INSPIRAÇÃO

Depois daquele discurso maravilhoso no Oscar, Viola Davis, no doubt! A mulher já tinha meu coração há um tempo, mas… roubou de vez!!

Bom, esse foi meu Fevereiro… vamos lá viver as emoções de Março… PAGO O PREÇO QUE FOR PRA QUEM FIZER ESSE FICHAMENTO PRA MIM!!!

xoxo

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É Melhor Não Olhar

Gostaria de começar esse post pedindo para que vocês:

Não seguirão meu conselho? Pois muito bem, espero até o final deste post conseguir nada mais do que explicar todos os livros pelos quais vocês não devem, em hipótese NENHUMA, ler sobre a vida dos irmãos Baudelaire. Afinal, se você gosta de histórias com finais felizes, em que os mocinhos sempre triunfarão sobre o mal ao final do dia, certamente não deve ler este livro, mas sim aquele outro… como era mesmo o nome? Ah sim, “O Menorzinho dos Elfos”. Eu recomendo mil vezes mais que você vá ler este livro e desista completamente da empreitada de acompanhar as desventuras dos Baudelaire. Violet, Klaus e Sunny. Quer dizer, quem em sã consciência gostaria de ler sobre…

Uma menina de 14 anos com grandes habilidades de inventora, um garoto de 12 anos com um gosto voraz para leitura detentor de grande capacidade para resolver enigmas e memorizar fatos, uma bebê com valiosos dentes capazes de triturar qualquer superfície dura a que tiverem acesso e também, no futuro a serem revelados, dotes culinários. Não. Realmente estas não são as pessoas sobre as quais gostaríamos de ler. Principalmente após terem suas vidas arrasadas por um incêndio que lhes custaria os pais e também o lar… de que nos importa tais infortúnios? Um agente de banco, Sr. Poe, indiferente, apático as mandou morar com um homem pérfido e inescrupuloso que, apesar de ter sido desmascarado, continua a perseguir os meninos por treze livros, colocando-os nas mais detestáveis situações? O que temos com isso? Não é problema nosso.

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O senhor Lemony Snicket passou muito tempo pesquisando e catalogando fatos a respeito destes acontecimentos, como recorrentemente insiste em nos lembrar, mas isso não quer dizer que devamos nos interessar, não é? Não quer dizer que devem ou merecem ser lidos. Ele brincou com a sua inteligência parecendo criar uma fórmula durante os seis primeiros livros, inserindo pequenas dicas aqui e ali indicando que tudo se trata de algo muito maior, e depois reviravoltar para estrondosos definidores de caráter tanto para nossos heróis quanto para nossos vilões? Aff… nem um pouco interessante. Gosto de livros com personagens previsíveis e sem nenhum mistério. São os melhores não é mesmo? Do que me importa descobrir o significado de C.S.C, qual a real ligação entre Lemony e a famosa Beatrice, qual a motivação do Conde Olaf, o que é e o que está dentro do maldito açucareiro? Os Quagmire estão vivos? Eles se reencontraram com os Baudelaire? Não. Não preciso saber de nada disso. É inteiramente dispensável.

Ah, e sentimento. Quem precisa disso? Eu não gosto de livros que me fazem criar tamanho vínculo com as personagens ao ponto de me acabar em lágrimas quando, talvez, só uma hipótese, estão na cadeia em pleno aniversário de um deles. Não. Isso nunca aconteceria, porque livros construídos para catarse entre leitor e personagem são os PIORES. Pessoas presentes nas histórias de seus livros não deveriam ser interessantes… relatos sobre corações partidos, o crescer forçado de uma criança fora de sua zona de conforto, não não, “O Menorzinho dos Elfos” com certeza é a melhor pedida. A constante provocação para certas hipóteses e a falta de respostas concretas que nos levam a raciocinar e nos envolver ativamente na história, não, BORING.

Pessoas nobres são sempre os mocinhos. Vilões são sempre os piores exemplos de espécimes a cruzar a terra. É assim e ninguém deve cometer a audácia de lançar um outro olhar a respeito. Nós gostamos de preto e branco. Bom é bom, mau é mau. Um meio termo é tão impossível de ser alcançado, nem sei porque as pessoas ainda tentam. Quem gostaria de ler sobre personagens humanos luz e trevas dentro de si… detestável! É BEM melhor não olhar… pessoas puras, recatadas e do lar como vocês sequer deveriam estar se dando ao trabalho de completar a leitura desta resenha. E eu sinto muito por você que… embora receba estas palavras, ainda assim irá desafiá-las e abrir estes livros… sinto do fundo do meu coração… você não merece conhecer tantos infortúnios, quando poderia estar satisfeito com histórias cheias de finais felizes…

E bem, se também ousar olhar acreditando que vai encontrar um final feliz…

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O mundo aqui é sereno.

Lemony Snicket à parte, leiam!!!!

xoxo