A Essência do Ambiente Preferido – Essential Book Dezembro

Até agora no projeto Essential Book, tentei manter minhas escolhas longe de um lugar comum. A decisão sobre o meu ambiente favorito, contudo, não conseguiu se afastar muito dele… e acredito que nesse caso a minha previsibilidade vai ser perdoada.

Estamos em Dezembro. Existem vários motivos pelos quais eu amo este mês. Férias, Natal, Ano Novo, aniversário de Jane Austen e Maggie Smith, comida de natal, sobras da comida de natal, amigos secretos, todo mundo se desejando felicidades nas redes sociais. Vários motivos. Contudo, um deles se destaca dentre os outros. Por alguma razão, esse mês em particular me associa muito ao universo de Harry Potter. Mais do que Outubro, com a morte de Tiago e Lilian ou mesmo Julho, aniversário de Harry e JK Rowling. Talvez sejam as lembranças do primeiro livro e filme com a riqueza de detalhes acerca da celebração do Natal na escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts… e, afinal, desde que houve um loop da câmera e avistamos aquele castelo noite adentro… nunca mais estivemos em casa em qualquer outro lugar, certo?

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Não sei se atendo aos propósitos do tema, mas, sim. Hogwarts é o meu ambiente favorito dentre todos os universos nos quais já coloquei meu nariz. A essência desse lugar é, sem sobra de dúvidas, casa. Lar e ele reúne todas as facetas… os alunos se afastavam de tudo e, apesar da presença dos professores, como no exemplo de Sirius Black, estavam longe das próprias convenções de suas famílias, o que lhes permitia maior liberdade para explorarem suas verdadeiras personalidades. Seria como sete anos de festas inesquecíveis com seus melhores amigos… as provas de poções do Snape soam como um preço muito pequeno a se pagar. Nós vimos apenas o ponto de vista de Harry, Ron e Hermione que, como viviam se metendo em encrencas, não nos permitiam imaginar como seria a vida de um aluno comum de Hogwarts…

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Para uma lufana de coração, temos as tardes tranquilas no iluminado salão comunal da Lufa-lufa… a facilidade de conseguir lanchinhos noturnos da cozinha – melhor localização de dormitório – a preocupação inerente com os exames que não pode faltar a vida de um estudante, principalmente quando seu professor é Snivellus Snape. E também aquele professor que é uma espécie de padrinho, sempre disposto a dar um conselho e ouvir as frustrações de seus alunos… Remus Lupin. Sim ou claro? Aquela professora que te tira do sério pelo tamanho da exigência, mas que no fundo você não consegue deixar de admirar… Minerva McGonagall… O professor que, de tão excêntrico, você acha engraçado, ele sabe disso e é super nice a respeito… Filius Flitwick… E, no caso, a chefe da sua casa, que te conhece e sabe de toda a sua sujeira, digo, trajetória, na escola desde o início, com quem você tem mais liberdade de trocar ideias do que todos juntos, porque ela é quase a sua mãe ali dentro… Pomona Sprout.

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E entre essa bagunça toda, você consegue um tempinho apenas para explorar a sua escola… que é um FREAKING CASTELO DE MAIS DE MIL ANOS… encontra aquele cantinho perto do Lago Negro para simplesmente contemplar a vida ou o quanto se deu mal naquele exame de História da Magia, onde você e suas amigas se reúnem após os N.O.M.s para discutir as respostas das questões. Quem sabe? Mesmo sendo uma aluna da Lufa-lufa, faria amizade com Fred e Jorge da Grifinória e iríamos juntos vistoriar todas as passagens no Mapa do Maroto…

E depois de passar por tudo isso, é chegado o dia da formatura e talvez você nunca mais veja aquelas paredes de pedra, o lago, o dormitório, suba até o corujal ou encontre a sala precisa. Se despede de seus amigos, embora vá vê-los outra vez, seja pelo mundo ou em algum departamento do Ministério, dizer adeus para o que parecia ser apenas o plano de fundo de todas as suas aventuras é muito mais complicado. De repente, Hogwarts acaba se tornando tão personagem quanto qualquer outro. Afinal, ela é cheia de espírito e lhe proporcionou mais alegrias do que, talvez, a sua própria casa. E, finalmente, quando você mirou a vista a distância pela última vez, antes de pegar o trem, teve certeza de que não estava indo para casa… não mesmo.

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Essential Book: A Essência do Livro de Fantasia Favorito

Outubro sempre foi um mês extremamente adorado por mim. E sim, pela simbologia cultivada na cultura estrangeira acerca do misticismo rodeando a terra, em outras palavras: O Dia de Todos os Santos. Desde pequena, me senti compelida a acreditar que existe um pouco de magia no mundo e que, se estivéssemos na Idade Média, eu seria queimada por Bruxaria *risos*. Sendo assim, fiquei mais do que feliz com a escolha do tema do Essential Book deste mês fabuloso que é Outubro e, apesar de Harry Potter ser grande parte da minha vida no universo da fantasia, incrivelmente ou não, não foi o título que me veio à mente ao escolher a obra a ser homenageada por aqui.

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Pode-se dizer, no entanto, que foi mais um nome: Juliet Marillier. Autora da Nova Zelândia e que, ao menos nas suas obras as quais tive acesso primeiramente, gostava de se utilizar de contos de fada famosos, mas transformando-os em algo inteiramente novo e seu. De fato, era sobre o primeiro livro que li da autora a que faria menção… porém, algo falou mais alto. A Dança da Floresta (o primeiro que li) marcou muito a minha pré-adolescência e me permitiu conhecer essa pessoa maravilhosa que é Juliet. Ela escreve em primeira pessoa e, não obstante minhas reservas com essa voz, em seus livros esse é um traço muito importante e que torna suas histórias tão envolventes. No entanto, a obra escolhida foi: A Filha da Floresta. Reli-o em uma semana – graças à Deus pelo fim das provas – a fim de escolher as melhores passagens e experienciar novamente todas as sensações que o tornaram tão marcante na minha vida e, claro, para tornar essa homenagem a mais “de coração” possível.

Este livro, baseado no conto “Os Cisnes Selvagens” dos Irmãos Grimm, conta a história de Sorcha, a sétima filha de seis irmãos, Liam, Diarmid, Cormack, Conor, Padriac e Finbar. Li duas postagens de outras participantes do projeto, Marcia e Nina – os links para tais estarão dispostos ao final desta explanação, obrigada – e assim… acho que vou estar me repetindo, mas, que culpa tenho eu se somos tão lindinhas a ponto de nos sentirmos atraídas para certos aspectos da fantasia? Pois sim, este livro também está carregado de menções ao celticismo e ao druidismo, uma vez que Conor dá sinais de que virá a ser o druida da família; bem como a importância que tais tradições possuem frente à criação destas crianças e a maneira com a qual enxergam o mundo. Eles vivem em Sevenwaters, uma fortaleza bem protegida na Irlanda do Norte, notadamente pelo fato de estar envolvida por uma floresta completamente mística e que age em prol desta família, vez que eles respeitam os rituais e seres daquele, na obra chamado, povo do Outro Mundo.

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O enredo em si é bastante simples. A chegada de uma madrasta malvada, vide feiticeira, começa a trazer empecilhos para os irmãos, até o derradeiro momento em que, tentando buscar ajuda dos seres da floresta, eles se veem emboscados por ela, Lady Oonagh, que para seus fins ardis, os transforma em cisnes. Todos, à exceção de Sorcha, que terá a derradeira tarefa de trazer seus irmãos de volta ao normal. Para tanto, ela deverá costurar seis camisas a partir das fibras de uma planta espinhosa que irá destruir suas mãos, antes delicadas mãos de curandeira, chamada “estrela d’água”… enquanto o faz, não deverá proferir nenhum som. Muda. O que torna a primeira pessoa utilizada por Juliet tão essencial para o livro, pois é a única forma de sabermos como nossa protagonista enfrenta seus demônios e medos em meio à empreitada. Sorcha é uma protagonista maravilhosa e memorável, mais até do que as dos próximos livros. Sim, este é o primeiro de uma trilogia que agora se abrirá para mais livros, porém, para mim, o primeiro traz consigo muito mais força e caráter ao estilo adotado por Marillier.

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São cisnes. *São patos, diz a consciência*. São C-I-S-N-E-S. Foto by: Maysa Battistam que gentilmente me emprestou. Thanks Maysa!

 Se passarão anos durante o trâmite desta história, o que torna o sacrifício de Sorcha pelos irmãos muito mais doloroso para mim. Contudo, a essência de A Filha da Floresta, ao menos para mim, foram as reflexões que Juliet nos leva a fazer ao longo da leitura. Como disse, desde criança me senti fascinada pelos contos de fadas e pela magia que poderia haver no mundo; tanto a negra quanto a branca. Sabe a velha dicotomia? Pois bem, o que noto em todos os livros de Juliet é que nem sempre, na verdade quase nunca, os seres do Outro Mundo – aqueles que representam a fantasia, a magia daquele universo – estão ali unicamente para facilitar as vidas das pessoas ou para atuarem como bons samaritanos. O “mundo mágico” de Marillier é sombrio. Não é como Hogwarts que você se sente compelido a querer participar de pronto. Não. Ele é cheio de regras, ardis, recompensas à preços que machucam e deixam cicatrizes eternas nestes personagens.

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Os elementos do druidismo, que ganham até maior destaque a partir do segundo quando Conor já retorna como druida, nos remetem a momentos de uma luz intensa e maravilhosa. Porém, a partir do momento em que os seres do Outro Mundo começam a insurgir-se nas vidas do povo de Sevenwaters, até mesmo os momentos de ajuda passam a ser vistos de maneira duvidosa por nós leitores. Isso torna, a meu ver, a escrita e o mundo celta de Juliet tão maravilhoso e interessante! Neste primeiro livro, Sorcha, como visto na foto anterior, é abusada sexualmente e estas são cicatrizes que nunca se curam realmente. A Dama da Floresta, rainha do Outro Mundo, aparece para Sorcha logo após este abuso e suas palavras, embora pragmáticas, são deveras secas e duras para a menina que ainda se sente morta e suja por dentro.

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Também, uma vez tendo resolvido a maldição de seus irmãos e retornado para casa, nós esperaríamos um final feliz e que tudo voltaria a ser como era antes. Mas não. Os irmãos cresceram sempre admitindo uns aos outros que eram partes de algo único, portanto, fortalecendo a ideia da união familiar. Todavia, se veem totalmente divididos ao final, cada qual seguindo seu caminho; numa apologia a vida como ela é, de fato. A verdade nas histórias de Juliet, como até mesmo aquele mundo que, em nossas mentes maravilhadas infantis acreditavam, deveria estar ali para nos envolver em algo brilhante e mágico/magnífico, na verdade, contém grande parcela de trevas e a inconstância do tempo, tudo isso trabalhado em uma primeira pessoa cheia de vida, tornam estes livros os meus favoritos em matéria de fantasia. 

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Outro ponto de encontro entre suas protagonistas se encontra em sua autoconfiança. Todas – as que li – as meninas de Juliet não se acham bonitas ou detêm aquela noção de que ficarão solteiras para sempre porque tudo bem, não me importo e porque acreditam que jamais irão encontrar uma pessoa que as olhem como tal pessoa olha para tal pessoa, sempre há um paradigma para a comparação. No caso de Sorcha, como seu irmão Liam olhava para sua noiva Eillis. Para, então, envolvê-las com alguém que virá a ser seu interesse amoroso, embora elas nunca percebam que eles estão apaixonadas por elas, por esses mesmos motivos, e daí vir um ser do outro mundo e reafirmar as outras qualidades que elas possuem, acompanhadas de, sim, beleza física. É um traço recorrente e que por alguma razão eu acho tão bacana, porque, querendo ou não, estes livros são destinados a um público pré-adolescente e, pelas mudanças da idade, cheios de inseguranças. Ter em mãos mensagens tão positivas, de amor próprio e autoconfiança significa muito!

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E por fim, porque todo livro tem aquele momento que o torna especial ou que aumenta o tom de especialidade a seu respeito… Sorcha havia sido encontrada e levada para Harrowfield, na Bretanha, por Lord Hugh – Red – o senhor de tais terras. Ele havia sido escolhido para ser seu protetor e, ainda que católico, enquanto a levava para fora da Irlanda, teve breve contato com os seres da floresta. Bem, durante seu período em Harrowfield, apesar das palavras censurantes de todos os moradores avisando-a para que parasse com aquele trabalho que obviamente a fazia sofrer, Sorcha não fez outra coisa senão tecer… Red observava a tudo com peso no coração. Até que um dia, resolve levá-la para tirar um dia de folga. Ela nunca havia visto o mar…

Meu coração batia com a emoção da liberdade. Continuei a correr sobre as pequenas ondas, a barra do vestido azul ficando molhada e cheia de areia. Corri pela praia toda, com as gaivotas voando e gritando acima de mim. Corri até ficar tonta e sem ar, até chegar ao fim da praia, onde o muro de rocha se erguia na areia branca. Encostei nele e fiquei ouvindo meu coração bater e respirando o ar marinho. Não sabia; não tinha percebido o peso que havia sido colocado sobre minhas costas até aquele momento, até aquele instante de liberdade por um dia.

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Sorcha tem o cabelo preto e cacheado… óbvio que isso ajudou na catarse…

Espero que tenham gostado. Este post faz parte do projeto:

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O post do mês de Setembro você encontra aqui: Essential Book: A Essência do Casal Preferido

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Essential Books: A essência do Casal Preferido

Vamos analisar todas as postagens de blogs que fiz até hoje e beber um shot para cada vez em que eu digitei essas palavras: obrigada, cpadfoot ou obrigada, Carol… Enfim, essa menina está em todas! Em todas mesmoooo!! Não poderia ser diferente, uma vez que o que nos uniu foi o maior fenômeno mundial de todas as eras: a magia. Mais especificamente, Harry Potter. No entanto, mais algumas outras pessoas tornaram ESSA postagem em especial possível. Nina, obrigada por interceder por mim com o Poderoso Chefão e conseguir que eu fizesse minha estreia nesse projeto com ESSE CASAL. Cecilia e, de novo, Padfoot, obrigada por suas ideias tão valiosas à execução da sessão de fotos. Dito isso, vamos passar ao que todos estão esperando…

Olhos Negros é uma canção folclórica russa que narra a história de amor entre um oficial e uma cigana. Estreou mundialmente em 1884… e em 1886, convenientemente, foi o ano em que este shipp foi oficializado – ao menos em dados da história. Também em conveniência, a personagem sobre a qual estamos falando aqui foi fruto do casamento entre um pai russo e uma mãe francesa; sendo assim, nada mais natural que parte de sua ascendência influencie seu romance. Existem variações da letra, porém, a que eu ouvi na primeira vez em que pesquisei foi essa:

Este teu olhar

Que é meu Sofrer

Que me faz penar

Que é meu viver

Olhos negros teus

Que jamais eu vi

Sempre junto aos meus, eu senti…

Tento esquecer, tento não sonhar

Para jamais ver… Este teu olhar

Olhos Negros teus

São dois sóis pra mim

Sempre junto aos meus

Sem ter fim

Ana, que fixação é essa com olhos? Bem, a primeira aparição desta personagem não se chama “As Portas da Contradição”, à toa. Os olhos de Anne Bergerac são grande parte de seu mistério e de seu appeal para Sherlock Holmes; e a melodia desta canção, a meu ver, salienta várias partes do relacionamento existente entre eles. Seja no início, quando retumba quase como uma marcha e me faz pensar nos duelos com floretes, seja nas partes mais calmas, quando me remete aos pequenos flertes, seja nas intermediárias, quando os vejo simplesmente ao término de um caso, a adrenalina ainda alta frente ao sucesso e uma troca de sorrisos presunçosos enquanto caminham de volta para casa. Afinal, o que torna este casal o meu favorito, não é o fato de ser meu – original – mas a forma como eles precisam de pouco para dizer muito. 

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Foi bem ali que o ship nasceu. “Nunca amei, Watson, mas se amasse…” Eu não queria aceitar que Sherlock Holmes nunca poderia ter amado uma mulher, então, tentei dar-lhe uma oponente à altura. Ao iniciarmos a história de ambos, já se passaram vários meses desde a chegada forçada de Anne em Baker Street. Tendo perdido os pais, em condições que ela acreditava ser apenas consequências do trabalho de seu pai na polícia e não como viemos a saber depois, a jovem senhorita Bergerac vê-se numa encruzilhada. Apesar de pertencer à classe média, a época não lhe permitia uma grande variedade de empregos ou condições para se manter sozinha que a satisfizessem. Dessa forma, ela resolve abrir mão de sua atual residência e, como fora sugerido pelo amigo de seu pai, senhor Holmes, procura sua ajuda a fim de encontrar uma luz em meio ao luto. Holmes, como deixa claro em algumas one-shots, surpreendeu-se com a força da menina ao passar das lágrimas do desespero a simplicidade de uma resolução pragmática. Anne passaria, desde já, a viver em um dos quartos para alugar no famoso endereço: 221 B, Baker Street e atuaria como copeira para a senhora Hudson, a fim de satisfazer sua parte do aluguel.

Tudo corria as mil maravilhas, até o nosso detetive aprender que a convivência com uma mulher criada com certos padrões de independência, não seria tão fácil. A primeira vista, Anne e John Watson se acertam como amigos logo de cara, e ela utiliza essa amizade para saber todos os pormenores acerca dos casos do detetive; agindo, muitas vezes, contra as ordens deste para que se mante-se longe “de seus negócios”. Essa interferência, como a narrativa nos dá a entender e algumas one shots também, provou-se em grande parte de vital importância para Sherlock. De alguma forma, Anne conseguia passar-lhe informações que o ajudavam demasiadamente ou desenvolvia sua própria linha de raciocínio que, para grande desgosto dele, mostrava-se certeira. Isso mais o vez o enche de surpresa, pois, embora saiba que ela é uma moça inteligente, não gosta de pensar no quão inteligente ela pode ser. Nessa linha de interferências, temos as vezes em que Holmes a chama no cantinho e reitera que não a quer envolvida em seu trabalho.

_ Se não fosse por ele, eu não conseguiria ter lhe dado a dica de quem era o chantagista do seu antepenúltimo caso.

_ Sim e agradeço, mas…

_ O desagrada o fato de que sou a única pessoa nessa casa capaz de desobedecê-lo. Bem, acostume-se Sherlock Holmes. Pode me dar um teto, pode ser o que for comigo. Mas não pode me impedir de fazer o que acho ser certo.

Esse diálogo, após releitura da primeira fanfic em busca de quotes para representar Anne e Holmes como casal, a meu ver, dentre todos, embora singelo, é o grande definidor da pessoa que é a futura senhora Holmes. Entendam, apesar de ter idealizado a Anne para ser uma mulher bem a frente de seu tempo – na minha esparsa noção de feminismo em 2009 – ela nunca agiu da maneira como o texto deixa a entender: com teimosia, vestindo-se como um rapazote, sabendo usar uma pistola ou um florete, e mesmo sabendo alguns movimentos de luta corpo a corpo, porque sabia dessas noções feministas. De fato, ela é bem clara ao chamar Holmes de machista ou defender seu sexo por diversas vezes em que o detetive deixa seu lado misógino falar mais alto diante dela. No entanto, todas essas habilidades não foram fruto de um desejo por emancipação, mas sim de uma relação muito íntima entre pai e filha. Vejam vocês, Anne é filha única e seu pai era um oficial conceituado da polícia. Ela, como toda garotinha vitoriana, queria que seu progenitor a amasse, que a considerasse um membro de valor da sociedade e não a desdenhasse como, posso citar, o senhor Bennet faz com sua filha Lídia durante a maior parte do livro.

Assim sendo, ela buscou se envolver o máximo que pôde na vida de seu pai. Podemos dizer que, na verdade, o feminista da questão foi Vladmir, o pai da Anne, quem aceitou ensiná-la a segurar uma arma e a atirar com ela. Que lhe ensinou os valores que tanto preza e que, por ser extremista com eles, irritaram Holmes no trâmite da relação, porque ele ainda não a compreendia por inteiro. “Não pode me impedir de fazer o que acho ser certo”. Esse é o cerne da senhorita Bergerac e se aprimora quando ela se torna a senhora Holmes: ela sempre age conforme seus instintos e, algumas vezes, bom senso, ditam ser o correto. Seu parceiro, por se considerar Deus na terra (pausa para os risos), não está acostumado a ter as suas próprias noções contestadas. Contudo, como disse, na primeira história, já estamos meses além dessas primeiras impressões e, ainda que as brigas continuem, já temos Sherlock começando a entender e a admirar a figura de cabelos castanhos e olhos profundos.

_ Todo caso tem suas exceções, embora toda mulher tenha seu defeito, por mais maravilhosa que seja. No seu caso Anne, muito me alegra não ser uma frívola desprovida de inteligência. Ouso dizer que a tem em excesso. Também nunca mentiu seriamente a ponto de meter-se em encrenca. E o mais importante… Por mais esperta que seja, nunca conseguiu enganar um homem sequer. – me encurralou. A espada baixando, enquanto me olhava nos olhos… Deixando o braço frouxo o suficiente, para ter a sua espada tomada.
_ Tem razão. Nunca enganei ninguém. Contudo… – usei minha espada e retirei a dele de suas mãos, ficando com as duas. – Para tudo existe uma primeira vez. Não engano, mas, fazer-me de indefesa para conseguir o que quero, já é outra história. Touchée, Sherlock Holmes. Você perdeu… Para uma mulher.
_ Não… Eu perdi para Anne Bergerac.
Este é um dos momentos em que ele reconhece isso, embora ainda de maneira meio misógina. “Eu perdi para Anne Bergerac” em linguagem sherlockiana, corresponderia ao mesmo caso em que, nos livros, ele afirma ter perdido para Irene Adler. Esta que representou uma grande rusga para o casal na segunda fanfic. Não obstante, Watson deixa claro desde o primeiro momento, quando começa a discutir com sua amiga a respeito de suas percepções quanto ao nítido interesse mútuo que ela e Holmes possuem um pelo outro – o que, é claro, ela refuta terminantemente, como toda boa dama inglesa – que Irene e Sherlock sempre foi mais uma competição. Já Anne e Holmes… ele não termina porque ela não deixa, mas é óbvio que iria dizer amor. Porque, de fato, o é. Bem, finalmente Holmes permite que ela participe de uma resolução – e o diálogo ali em cima ocorre durante esse ínterim – e o caso vai tomando suas proporções até que finalmente se revela completamente do interesse dela. Isso leva Sherlock, obstante já tomado conhecimento de suas próprias emoções aos poucos, a provocá-la da maneira mais imbecil possível. Podemos dizer: “Você queria tanto isso, agora o show é só seu. Como se sente?” Só que o “show” é um emaranhado de sangue e assassinato… e revoltada com a baixeza de seu suposto protetor, diz que vai abandonar Baker Street assim que tudo acabar.
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_ Preciso falar com você.

_ Acho que já deixou bastante clara sua opinião. Não tenho nada para falar com você. – me desvencilhei dele, mas tive minha mão segurada.
_ Por favor Anne, somente me escute.
_ Para ouvir você me humilhar mais? Não, obrigada.
_ Eu sei que fui um perfeito imbecil e que não merece o seu perdão. Você sabe a importância que tem neste caso, só piorei a situação. Mas o que eu realmente quero dizer é que…
_ Se repetir que é um imbecil, não precisa dizer mais nada. – ri ironicamente.
_ É que pode e deve considerar Baker Street sua casa Anne. Vive lá há pouco tempo, mas tanto para mim, quanto para o Watson, parece que já vive desde que alugamos o primeiro quarto. Tornou-se uma companhia indispensável, grande amiga e valiosa oponente. – eu ri. – Esqueça o que eu disse, porque eu não poderia deixá-la partir, mesmo que quisesse. Poderia me perdoar, minha querida Anne?
Ele já havia chamado-a de “minha querida, Anne” antes e de maneira bem interesseira, mas nunca havia feito um pedido de desculpas que soasse verdadeiramente considerado. Sherlock passa a ter vários momentos considerados com sua protegida, mas o meu favorito envolve a história do violino. Nos primeiros dias do correr da coleta de evidências, Anne é confrontada por alguém que diz estar ali para terminar um serviço e aponta uma arma em sua direção. Dias antes, ela brinca com Sherlock, indagando se ele pularia na frente dela caso houvesse uma pistola entre eles. Foi exatamente o que ele fez quando o desconhecido puxou o gatilho. Nada letal, mas a perda de sangue considerável levou-a a se desesperar completamente. Por sorte, Watson apareceu logo a tempo de tomar providências com o ferimento. Anne desmaia pelo susto e ao acordar em sua cama em Baker Street, ainda fraca, a primeira coisa que quer é ver Holmes. Uma breve troca de palavras com John, ela fica sozinha com o detetive desacordado. Vê seu violino de lado e… começa a tocá-lo. Eis aqui que nasce o famoso – entre meus leitores – apelido “Detetive Pomposo” que é como Anne nomeia a música quando Sherlock, já desperto pelo som, indaga-lhe sobre ela.
Holmes percebe a perda de seu passado, quando, por tudo o que aconteceu, a senhorita Bergerac teve que abrir mãos de muito mais do que apenas um teto só seu ou mesmo o convívio com seus amados pais; mas também uma parte de sua própria personalidade, ao afirmar que aprendera a tocar escondido, pois sua mãe não aprovava o instrumento, e que deixara-o para trás quando abriu mão da vida antiga… Quando a pede em casamento oficialmente, ao invés de lhe entregar diretamente o anel – adquirido em memória a Susanna Bergerac que sempre gostara de agir nos conformes – lhe entrega um violino novo, nada convencional. Na verdade, eles se vangloriam por serem um casal nada convencional, no entanto, o que realmente se destaca, para mim e alguns leitores – que chamam isso de química – é como Holmes está disposto a se divertir com Anne. Um homem puramente britânico, um cavalheiro do dedão do pé até a raiz dos cabelos, de repente é facilmente visto resolvendo intrigas de casal em meio a floretes e em corridas pela casa…

_ Um jogo é o suficiente para mim. Só quero fazê-la desabafar. – retrucou ele, fazendo um movimento rápido com o florete no ar, entregando-me.

_ Por que não podemos simplesmente conversar como um casal normal?! – exclamei, segurando o objeto e me pondo em guarda.

_ Assim é mais divertido. – disse ele simplesmente, também assumindo posição.

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Eles respeitam a individualidade um do outro, ainda que ambos mudem demasiadamente com o casamento. Holmes mantém sua natureza por vezes evasiva, como ilustra a Watson em Um Estudo em Vermelho ao declarar que pode se trancar por dias sem dizer uma única palavra; e sua esposa nada se exalta frente ao silêncio de Baker Street. Pelo contrário, parte desse desejo em ter dias ou momentos apenas para si mesmo acaba sendo acoplado à própria personalidade de Anne, que também gosta de se fechar em seu mundo de romances policiais e Edgar Allan Poe – o único homem do qual Holmes tem ciúmes. Em meio a bagunça e caos aparente do 221 B, ambos desfrutam de uma intimidade invejável, de uma camaradagem muito bonita tanto de ler quanto de escrever. E mesmo que respeitem essa individualidade, são completamente dependentes um do outro. Muito da posição de John, nunca toda, passou a ser de Anne, após o casamento do doutor com Mary Morstan. Os três ainda seriam extremamente apegados, mas é claro que envolveria uma nova página… acrescentando à equação, Mary, mano Mycroft e futuramente… a pequena Violet e o pequeno John Nikolai.

Holmes, certamente é quem mais passa por mudanças devido ao casamento. Como explorado em “Sob os Olhos do Napoleão”, quando temos o confronto com seu nêmesis – Moriarty – e este rapta sua esposa durante o início da gravidez, enquanto ambos ainda possuem vários assuntos a esse respeito irresolvidos, temos a provocação de que Holmes teria passado a ser “mais parecido com o homem comum”, mais humano, por assim dizer e que isso afetaria sua capacidade de resolver o caso a tempo de salvar a vida de Anne, que também sofre um golpe devastador ao tentar ser a velha Bergerac. Sherlock não encontra tanto apoio na figura de seu irmão, Mycroft que corroborou com as palavras de Moriarty e suas infrutíferas tentativas levam-no a desmoronar.

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 É melhor assim. – disse ela. – Nós tentamos, Sherlock… e falhamos.

 Do que diabos você está falando, mulher?! – inquiri irritado.

 Eu o forcei a esse casamento e o transformei num maridinho inglês qualquer. – explicou ela, calmamente… Por St. George, seu sorriso nunca me irritou tanto. – É melhor voltar ao que era antes, não percebe? Estou libertando você. Assim, pode voltar a ser o homem extraordinário que era antes e nem um pouco parecido com um homem comum. – acrescentou fazendo uma mesura muito polida com a cabeça.

 Você não é a minha Anne… Isso é um sonho, só pode ser! Você nunca diria isso em seu juízo perfeito! – exclamei me jogando no sofá.

 Não há motivo para bancar o cético agora, querido. – disse ela, ajoelhando-se aos meus pés, unindo suas mãos as minhas. Talvez fosse mesmo um sonho… mas havia calor na mão dela, embora não pudesse dizer o mesmo dos seus olhos… Ergui o rosto para fitar as portas da contradição… não havia nada ali. – Você nunca quis se casar, Holmes. Nunca quis esse filho…

 Pare de me torturar dizendo asneiras, Bergerac…

 Dizer que é mentira em voz alta não vai fazer com que se torne verdade quando estiver em silêncio, Sherlock.

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Ele realmente chega a acreditar que, por culpa do seu trabalho, da vida que prometera que daria a ela – foi exigência de Anne durante o pedido que eles manteriam o “perigo” em suas vidas – a perdera… Por certa vez, ele próprio chegou a ser culpado por quase dois anos de luto infundado da parte dela, ao fingir sua morte em uma tentativa de aplacar seus inimigos.

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Cada degrau pelo qual pisava, fazia com que um rangido diferente repercutisse pelo assoalho. A governanta deveria estar na cozinha, ocupando-se da rotina diária, algo que antes era de obrigação da dona da casa. A morte também faz com que os vivos esqueçam-se de si mesmos, tornando-os meras marionetes do tempo. Na sala, as duas poltronas ainda estavam dispostas de frente a lareira, mas ela não se sentou em nenhuma delas. Tomou seu antigo lugar – quando ainda não era uma senhora – na costa da janela, de onde conseguia ter plena visão dos passantes. Rostos novos, rostos diferentes e nenhum que quisesse ver no momento. Se seu melhor amigo entrasse por aquela porta, ela não se levantaria para recebê-lo com a mesma vivacidade de outrora.
Um livro estava esquecido ali por perto. O nome do autor estava escrito em grandes letras de forma. “Poe”. Somente a menção desse nome enchia seus olhos com lágrimas quentes de saudosismo da época em que era realmente feliz. Era feliz por que era casada ou se casara por que era feliz? Antes a reposta vinha tão rapidamente… todas as repostas, para todas as suas perguntas vinham rapidamente. Não mais. A morte levara isso também, sua capacidade de formular raciocínios, questões e repostas para os mesmos. Do que adiantaria continuar com aquelas memórias então? Deveria afastar qualquer resquício dele de sua vista…
Mesmo após ambos os incidentes, ela ainda insiste para que tudo permaneça inalterado, pois tendo aberto mão de sua personalidade no passado, entendia que demandar o mesmo de Holmes seria o mesmo que abrir mão do homem por quem se apaixonara. “Sou um cérebro, o resto é mero apêndice”, arrancar dele aquilo que o tornava Sherlock Holmes estava além do que se achava no direito de fazer. Não soava certo. Eles eram o casal de Baker Street, afinal de contas. No entanto, um novo amor acaba entrando em suas vidas. Os gêmeos Violet e John. Sherlock e Anne são pais como quaisquer outros. Põem de castigo, zangam das malandragens quando na verdade estão se rindo por dentro e lembrando-se do quanto foram piores, e que entendem sua posição de educadores. “Não poderemos evitar que eles conheçam as doenças do mundo. – dissera Anne. – Afinal, eles são nossos filhos. Assim que aprenderem a formar palavras nos livros, estarão vasculhando todos os contos de John para entender a razão de todos na rua erguerem seus chapéus para você. – brincara, mirando Violet e Nikolai dormindo. – Mas nós não poderemos ser parte dela, Sherlock… eles conhecerão a traição, mas nunca poderemos sermos nós os traidores.”  Quando o momento da verdade chega, a decisão é de Sherlock e ele expõe para sua esposa numa classe… Eles percebem o histórico da casa, o que Baker Street representa e se indagam se é isso o que ainda querem…

— Holmes… – soluçou Anne, apressando-se na direção dele para abraçá-lo. Ele deixou que ela chorasse. Por vários minutos, em seus ombros, apertando-a junto a si, murmurando palavras de carinho e conforto em meio às mechas que caiam-lhe pelas costas.

— Não vamos nos mudar amanhã, minha cara. – ponderou bem humorado. – Será um processo, Anne. Iremos passar por ele aos poucos, até…

— Mas é o que você… realmente… quer? – indagou ela, se acalmando. – Paz?

Sem conseguir se conter, ele soltou uma risadinha abafada.

— Ah, eu não colocaria nesses termos. – falou dando de ombros. – Afinal, enquanto eu a tiver ao meu lado, minha querida senhora Holmes, acredito ser natural inferir que paz dificilmente estará no programa… – brincou, depositando um beijo na testa dela. Anne sorriu, subindo na ponta dos pés para retribuir. – Olhe só no que você me tornou, minha cara: um romântico. – acrescentou, fazendo-a rir de verdade.

— E olhe só para nós, Sherlock Holmes. O último par de românticos em Londres. – murmurou ela, envolvendo-o mais uma vez.

Discordam em muito. Mas concordam naquilo que realmente importa. Ao escolher este casal, não estava tentando alisar meu ego. Após uma grande crise existencial, ao me indagar: o que que gostaria para mim? O primeiro nome a iluminar minha mente foi, Anne e Sherlock Holmes. Eles têm individualidade, mas um grande companheirismo. São duas pessoas cujo silêncio nunca é estarrecedor, mas convidativo. São mais humanos porque se permitem tocar pelas essências um do outro. O tema é a essência do casal, e isso, ouso dizer, não falta para o Pomposo Detetive e a Difficile et charmant jeune fille de Baker Street e, em seguida, Sussex Downs; e acredito que a palavra ou as palavras, porque nunca na vida eu vou resumir algo em um, que cabem são: respeito e admiração.
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É tão home made, que tem até corretivo ali! 

E, por fim, porque já me estendi demais… nem sei quem vai ler isso tudo… mas eu já sabia que não seria uma postagem curtinha kkk… Enfim, por final, acho correto dividir com vocês o diálogo que deu início a tudo isso e que, de várias formas, definiram Anne e Holmes como casal…

— Lendo Poe, Anne? – em meio a uma cortina de fumaça proveniente de seu cachimbo, Holmes me fez essa pergunta um tanto óbvia demais. Vindo dele, acho que estou prestes a ver o jogo dos detalhes serem usados contra mim.
— Certamente. E o livro estava erguido de frente para o meu rosto, o que te deu acesso ao autor e ao título. Logo, a minha pergunta é, por que perguntou isso? – ele não iria me pegar outra vez. Já caí em seus joguinhos várias vezes, dessa vez não.
— Observação. Uma jovem, que normalmente deveria estar ocupando-se com assuntos mais propensos ao seu sexo, como, casamento, vestidos, bailes; está sentada na sala de sua casa lendo Edgar Allan Poe, um romance policial, em um dia de chuva. Mesmo tendo sangue policial em suas veias minha cara, surpreende-me o fato de gostar tanto deles. – eu ri abertamente.
— Então Holmes, vou rebater perguntando: O que mais o surpreende? Meus pensamentos estarem distantes dos assuntos que comentou? Ou meu gosto por romances policiais? – Watson ergueu os olhos de sua xícara de chá e nos fitou, parecia estar divertindo-se com a situação. Eu quase nunca tinha oportunidade de entrar em uma discussão com Holmes e quando conseguia, não pretendia sair perdedora.
— Os dois, de uma maneira quase interligada. Penso que ocupa seu tempo com suas leituras, para evitar tais pensamentos.
— Que coisa horrível de se pensar. Sempre fui tão ligada aos livros de Poe. Jamais o usaria como pretexto.
— Pobre do homem que se apaixonar por você então Anne. – cortou Watson. – Não será mais amado do que Edgar Allan Poe. Realmente espero viver para ver quem será o escolhido.
— Viverá bastante tempo, tenho certeza. Mais certeza é que se de fato acontecer, será um dos meus principais padrinhos John. – ele sorriu. Holmes apenas voltou sua atenção para o cachimbo, o que significava que eu havia ganhado essa. Realmente, era maravilhosa a sensação de ganhar em uma discussão com Sherlock Holmes.
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“Olhos negros teus… são dois sóis pra mim… sempre juntos aos meus… sem ter fim…”
xoxo
P.s: As imagens utilizadas, nas fanarts, foram feitas pela incrível Lexie do DevianArt.
Espero que tenham gostado. Este post faz parte do projeto:
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